Vale-refeição e vale-alimentação parecem um benefício simples de administrar: a empresa deposita um valor mensal por funcionário e segue em frente. Na prática, é um dos itens da folha que mais cresce sem que ninguém perceba, porque cada reajuste de valor, cada admissão e cada mudança de operadora mexe no orçamento sem passar por uma revisão formal, do jeito que passam o salário e os encargos.
O problema aparece quando a empresa nunca separou, dentro do orçamento de pessoal, quanto representa o benefício isoladamente. Um aumento de dez ou vinte reais por funcionário parece pequeno olhando um contracheque, mas multiplicado pelo quadro todo e por doze meses, pode equivaler a uma contratação inteira que ninguém planejou.
Por que o benefício cresce fora do radar
Reajustes de vale-refeição costumam acompanhar convenção coletiva ou decisão interna de retenção de equipe, e raramente são debatidos com a mesma formalidade de um reajuste salarial. Some a isso a rotatividade normal de qualquer empresa (cada contratação já entra com o benefício ativo, cada desligamento demora para sair da folha da operadora) e o valor mensal do benefício vai subindo em pequenos degraus que, olhados isoladamente, nunca parecem motivo de alarme.
Vale-refeição, vale-alimentação ou os dois
Muitas empresas pagam os dois benefícios sem comparar se essa é a combinação mais eficiente para o perfil da equipe, nem se existe crédito tributário disponível pela adesão a programas de incentivo à alimentação do trabalhador. Trocar de operadora, revisar a divisão entre os dois tipos de vale ou simplesmente negociar a taxa de administração cobrada pela bandeira são decisões que só aparecem quando alguém isola esse custo do restante da folha e olha para ele com atenção própria.
Benefício que ninguém revisa vira reajuste automático todo ano, sem que a empresa decida se aquele valor ainda faz sentido.
Sua empresa sabe quanto o benefício alimentação representa no orçamento?
No BPO Financeiro da BeWolf, o custo de vale-refeição e vale-alimentação entra nos relatórios gerenciais mensais separado do restante da folha, para a empresa decidir reajustes e trocas de operadora com número na mão, não no automático.
Falar sobre BPO FinanceiroComo manter o benefício sob controle
- Separe o custo de vale-refeição e vale-alimentação do restante da folha nos relatórios mensais.
- Reveja o valor por funcionário ao menos uma vez por ano, junto com o restante da política de pessoal.
- Compare a taxa de administração cobrada pela operadora com pelo menos uma alternativa do mercado.
Também vale revisar a política para diferentes perfis de contratação: estagiários e aprendizes nem sempre têm direito ao mesmo valor de benefício dos funcionários efetivos, e empresas com filiais em cidades diferentes às vezes pagam o mesmo valor de vale-refeição em praças com custo de vida bem distinto, sem que essa diferença tenha sido uma decisão consciente em algum momento.
Esse controle caminha junto com o que já foi tratado em plano de cargos e salários, já que benefício também é parte da política de remuneração da empresa, e com a rotina de prestação de contas explicada em despesas de viagem e diárias, outro custo de pessoal que costuma passar batido no orçamento.
Trocar de operadora costuma exigir aviso prévio contratual e, às vezes, taxa de saída, então essa decisão vale mais a pena quando planejada com meses de antecedência do que quando tomada às pressas por causa de um reajuste que pegou a empresa de surpresa.
Vale-refeição e vale-alimentação não deixam de ser um benefício importante para atrair e reter equipe, mas isso não significa que o valor precisa crescer sem revisão. Separar esse custo, acompanhá-lo mês a mês e revisar a política uma vez por ano é o que diferencia um benefício bem administrado de um item de folha que só aumenta. Conheça as soluções da BeWolf para colocar esse e outros custos de pessoal dentro do planejamento financeiro da empresa.
