Pergunte a um empresário quanto custa a hora do funcionário dele e ele responde na hora. Pergunte quanto custa a hora da máquina que esse funcionário opera e o silêncio é quase sempre o mesmo. A maioria orça o serviço pelo custo da mão de obra, joga um percentual em cima e chama de preço. O equipamento, que muitas vezes é o ativo mais caro da empresa, entra na conta como se fosse de graça.
Não é. Cada hora de máquina rodando consome dinheiro, e cada hora de máquina parada também. Quem não sabe esse número está apostando que o preço cobre o custo.
O que compõe a hora-máquina
São cinco blocos, e nenhum deles é opcional.
- Depreciação real: não a contábil, a de reposição. Se o equipamento custa hoje um valor X e tem vida útil estimada em tantas horas de operação, cada hora consome uma fatia dele. Ignorar isso é financiar a própria descapitalização.
- Manutenção: preventiva programada mais uma provisão para corretiva. Quem só contabiliza a manutenção quando ela acontece tem custo baixo em três meses e um buraco no quarto.
- Energia ou combustível: consumo por hora vezes a tarifa atual. É a parte mais fácil de medir e a mais esquecida no orçamento.
- Operador: salário, encargos, benefícios e o tempo de setup, que é pago e não produz.
- Estrutura: a fatia de aluguel, seguro, licença e supervisão que aquele equipamento ocupa.
Somados esses cinco blocos, você tem o custo mensal do equipamento. Divida pelas horas que ele efetivamente roda no mês, não pelas horas que ele poderia rodar. Aí está a hora-máquina.
O detalhe que muda tudo: o denominador
Esse é o ponto onde quase todo cálculo caseiro erra. Uma máquina disponível 176 horas por mês que opera 90 horas tem custo por hora praticamente o dobro do que o dono imagina, porque as 86 horas paradas continuam consumindo depreciação, aluguel e seguro.
Preço calculado sobre capacidade teórica funciona só quando a fábrica está cheia. No mês fraco, o mesmo preço vira prejuízo, e a empresa nunca entende por que faturou parecido e sobrou menos.
Por isso a hora-máquina precisa ser calculada com a taxa de ocupação real dos últimos meses, e revisada quando essa taxa muda. É a mesma lógica que trata a capacidade ociosa como custo, e não como folga inofensiva.
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No BPO Financeiro da BeWolf, custo por hora, por máquina e por serviço deixam de ser estimativa de caderno e passam a sair do relatório gerencial mensal, com reunião estratégica para você decidir preço com número na mão.
Falar sobre BPO FinanceiroO que fazer com o número na mão
Saber a hora-máquina resolve três decisões que antes eram feeling puro.
Aceitar ou recusar o serviço
Com o custo da hora definido, o orçamento deixa de ser palpite. Serviço que ocupa a máquina por oito horas tem um piso claro, e abaixo dele a resposta é não, mesmo quando o cliente é bom.
Escolher entre turnos e novo equipamento
Quando a ocupação passa de determinado ponto, o segundo turno costuma ser mais barato do que comprar máquina nova, porque dilui a depreciação existente em mais horas. Sem o cálculo, a empresa compra ativo que não precisava e trava capital de giro.
Precificar manutenção como investimento
Parada não programada é a hora mais caras que existe: custo cheio, produção zero e cliente esperando. É o argumento financeiro por trás da manutenção preventiva.
Comece pelo equipamento que mais pesa
Não tente mapear o parque inteiro de uma vez. Pegue o equipamento de maior valor, levante os cinco blocos de custo dos últimos três meses, divida pelas horas reais de operação e compare o resultado com o que você cobra hoje pelos serviços que dependem dele. Em boa parte das empresas, essa única conta revela um serviço que sempre pareceu rentável e nunca foi.
Depois disso, o número entra na sua formação de preço de venda como qualquer outro custo, e a discussão de desconto passa a ter um limite conhecido. Se quiser estruturar isso com método, veja as soluções da BeWolf e comece pelo Raio-X Empresarial gratuito.
