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Precificação

Frete e logística: quanto a entrega consome da sua margem

Por BeWolf Consultoria · 8 de agosto de 2026 às 15:40 · 6 min de leitura

Existe uma pergunta simples que muita empresa não sabe responder: quanto do preço de venda vai embora só para colocar o produto na porta do cliente. Enquanto o frete é tratado como despesa administrativa genérica, ele parece pequeno. Quando é alocado por pedido, costuma aparecer como um dos maiores destruidores de margem da operação.

O problema fica pior porque o custo de entrega não é proporcional ao valor do pedido. Levar uma caixa de 200 reais até um bairro distante pode custar quase o mesmo que levar uma de 2.000. Ou seja: quanto menor o pedido, maior a fatia que o frete consome. É por isso que empresas com muitos pedidos pequenos entregam volume, faturamento e nenhum lucro.

Frete grátis nunca é grátis

Oferecer frete incluso é decisão comercial legítima, desde que alguém saiba quem está pagando. Só existem três respostas possíveis: o preço absorve, a margem absorve ou o volume compensa via ganho de escala. Quando a empresa não escolhe, a resposta padrão é sempre a segunda.

O teste é direto. Separe os pedidos do último trimestre em faixas de valor e calcule, em cada faixa, quanto o custo de entrega representou da receita. Quase sempre existe um ponto abaixo do qual o pedido dá prejuízo. Esse ponto é a informação mais útil que a análise entrega.

O que entra na conta de verdade

Faturamento crescente com frete não medido é a forma mais educada de crescer para trás.

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Cinco alavancas práticas

Onde o ganho realmente está

Vale um alerta sobre a negociação com transportadora, que é onde a maioria começa e onde o ganho é menor do que parece. Tabela melhor resolve alguns pontos percentuais, enquanto política de pedido mínimo e consolidação de rotas mexem em dezenas. O motivo é simples: a tabela ataca o preço do frete, e as outras duas atacam a quantidade de fretes que você paga. Em operação com muitos pedidos pequenos, o volume de viagens quase sempre pesa mais do que o valor de cada viagem.

Essa leitura conversa com o cálculo de margem de contribuição e com a análise de ticket médio: subir o ticket costuma ser mais eficiente do que negociar tabela, porque dilui um custo que é praticamente fixo por entrega.

Comece separando um trimestre de pedidos por faixa de valor e alocando o custo real de entrega em cada faixa. O número que sair dessa conta muda política comercial, não só logística. Para estruturar essa análise com método, conheça as soluções da BeWolf.

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