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Gestão Financeira

Custo Efetivo Total (CET): como comparar propostas de crédito além da taxa de juros

Por BeWolf Consultoria · 1 de outubro de 2026 às 16:10 · 6 min de leitura

O gerente do banco apresenta duas propostas de capital de giro. Uma cobra 1,9% ao mês, a outra 2,1%. A decisão parece óbvia, certo? Nem sempre. Quem olha só a taxa de juros costuma descobrir, semanas depois, que a proposta "mais barata" saiu mais cara no fim das contas. A régua correta para comparar crédito se chama Custo Efetivo Total, o CET.

O que é o CET e por que ele existe

O CET reúne, em um único percentual, tudo o que você paga para ter o dinheiro: juros, tarifas, seguros embutidos, impostos como o IOF e demais encargos da operação. Por regra do Banco Central, as instituições financeiras precisam informá-lo antes da contratação. É o número que permite comparar, de forma justa, propostas com estruturas diferentes.

Com a Selic ainda em patamar elevado, mesmo que em trajetória de queda em 2026, o crédito segue caro para a pequena e média empresa. Nesse cenário, meio ponto percentual por mês de diferença no custo real pesa bastante no resultado do ano.

O que costuma ficar escondido fora da taxa

Na prática, o que mais distorce a comparação são os itens que não aparecem na taxa nominal:

Como comparar propostas na prática

O primeiro passo é pedir, por escrito, o CET anual e mensal de cada proposta, com o mesmo valor e o mesmo prazo. Sem esse alinhamento, a comparação não vale. O segundo passo é olhar o valor líquido que realmente cai na conta: se você pede R$ 100 mil e recebe R$ 94 mil depois das tarifas, o custo precisa ser calculado sobre os R$ 94 mil.

O terceiro passo é simular o impacto da parcela no fluxo de caixa. Uma parcela que cabe no papel pode apertar justamente nas semanas de maior concentração de pagamentos. Se a empresa ainda sofre com falta de dinheiro no dia a dia, vale ler antes como a conta garantida e o cheque especial viram um crédito caro que vira rotina.

Crédito bom é o que resolve uma necessidade com custo conhecido e prazo que cabe no caixa. Crédito ruim é o que você contrata sem saber quanto realmente paga.

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No BPO Financeiro da BeWolf, assumimos sua rotina financeira e entregamos relatórios gerenciais mensais + uma reunião estratégica para você decidir com dados na mão, como já fazemos para empresas como Preciosa e Igor Transportes.

Falar sobre BPO Financeiro

Antes de contratar, responda três perguntas

1. O dinheiro vai gerar retorno maior que o CET?

Se o crédito financia estoque que gira rápido ou um equipamento que aumenta a capacidade de venda, o retorno pode superar o custo. Se ele só cobre buraco de gestão, o problema volta no mês seguinte, agora com uma dívida junto.

2. Existe alternativa mais barata?

Antes de aceitar a primeira oferta, vale pesquisar linhas com custo menor. Há opções voltadas a pequenos negócios, e nós já falamos sobre elas em linhas de crédito de fomento: o juro mais barato que sua empresa não pediu.

3. A empresa sabe quanto pode pagar por mês?

Essa é a pergunta que mais falta nas decisões de crédito. Sem fluxo de caixa projetado e sem separar o que é receita recorrente do que é entrada pontual, qualquer parcela vira aposta.

Como a BeWolf ajuda nessa decisão

No BPO Financeiro da BeWolf, a rotina de contas a pagar e a receber, a conciliação e o fluxo de caixa ficam organizados, e os relatórios gerenciais mensais mostram quanto de folga a empresa realmente tem. Na reunião estratégica, simulamos o impacto de uma nova dívida antes da assinatura, comparando o CET das propostas com a capacidade real de pagamento.

O resultado é uma decisão tomada com número na mão, e não com pressa ou com a pressão do vencimento chegando. Se você tem uma proposta de crédito na mesa, peça o CET por escrito e converse com a gente antes de assinar.

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